Bioparque Pantanal recebe peixes que brilham sob luz ultravioleta; entenda

Bioparque Pantanal recebe peixes que brilham sob luz ultravioleta; entenda

Por: Capital 95 | 2026-01-14


Os novos moradores do Bioparque Pantanal vão te surpreender! Os tetra-monja (Gymnocorymbus ternetzi), conhecidos como tetras-negros, possuem uma característica marcante decorrente de modificação genética: eles brilham sob efeito da luz ultravioleta.

A espécie pantaneira foi modificada por meio da inserção de genes de anêmonas ou águas-vivas. Dessa forma, eles emitem certa fluorescência, apresentando cores intensas e brilhantes, como se fossem “neon”.

No Brasil, tanto a importação quanto comercialização desses tipos de peixes são proibidas por lei. Isso porque não passaram por avaliação de risco ambiental, além de não possuírem autorização da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), conforme estabelece a legislação de biossegurança.

Sendo assim, como esses peixes chegaram ao complexo? Nesta matéria, o Jornal Midiamax te conta tudo sobre essa história


Peixes foram apreendidos em loja de Campo Grande

Em junho do ano passado, 18 exemplares dos peixes transgênicos foram resgatados pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) durante fiscalização em uma loja de aquarismo de Campo Grande.

Os animais foram encaminhados para o Bioparque Pantanal, pois não podem retornar à natureza. Especialistas alertam que soltar esses animais no meio ambiente pode causar desequilíbrios ecológicos, uma vez que os efeitos de organismos geneticamente modificados em ecossistemas naturais ainda não são totalmente conhecidos.

Conforme o Decreto nº 5.591/05, a manutenção e o comércio de peixes ornamentais geneticamente modificados são considerados infrações graves. As multas variam de R$ 60 mil a R$ 500 mil. Já a liberação desses animais no meio ambiente é classificada como infração gravíssima, com penalidades que podem chegar a R$ 1,5 milhão.

No complexo, os tetra-monja se encontram em segurança, com manejo técnico adequado, já que não podem retornar para a natureza. Lá, eles passam a cumprir um papel fundamental de educação ambiental, fomentando discussões sobre ética, engenharia genética, organismos geneticamente modificados e os impactos de suas introduções na natureza, além da biossegurança.


Fonte: Midiamax


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